sábado, 6 de setembro de 2008

A arte é irmã da literatura

O papo hoje é sobre arte e literatura. Sabemos da importância da obra de Castro Alves não só pra literatura como também para sociedade. Numa época em que a escravidão era considerada a coisa mais normal do mundo, seus poemas denunciavam as atrocidades cometidas contra todo um povo. Falam muito do holocausto (a crueldade nazista cometida contra os judeus), choramos assistindo a filmes como o “Pianista”, “A lista de Schindler”, mas esquecemos com facilidades de crueldades semelhantes cometidas contra os negros, durante o período da escravidão.
Pra não esquecer disso, durante semanas vimos na beleza da obra de Castro Alves – Navio Negreiro – o grito
silencioso que ecoa aos nossos ouvidos. E arte é arte...por isso propus que tendo como base o poema do autor romântico do século XIX, compuséssemos paródias sobre a questão – Castro Alves e a escravidão – trabalho escravo diga não!
Vejam os primeiros trabalhos selecionados:
Desenho: Henrique 2ºC
Paródia: Racismo
Letra Thaís e Andressa 2º C
Melodia: “O que é caviar” Zeca Pagodinho

Veja agora o que é o racismo
Já ouvi, já sofri
Agora vou te falar (Refrão)

Geralmente
Quem sofreu disso
Tem a marca na vida
Não é qualquer um
Quem é esse
Que dança na noite
Com estalo do açoite
Sem fazer calundu

Mesmo assim
Com grande orquestra
Pra eles é festa
Eu não posso parar
O preconceito
Deixa de ser conceito
E o negro perfeito
É que vamos mostrar.

Navio Negreiro
Letra: Danielson, Janderson e Henrique
Melodia: Rap

Há muito tempo atrás
Na escravidão
Castro Alves apareceu
Pra dar voz ao povão
No Navio Negreiro
Sem idéia não
Várias pessoas
Numa má situação
Passavam fome
Passavam frio
As pessoas doentes
Eram jogadas do navio
A orquestra dos brancos
Não tinha graça
Riam sem parar
Daquela desgraça
Existe um povo
Que a bandeira emprestava
Que povo é esse
Que com nada se importava
O negro não tinha
Como se defender
Como objetos
Eram postos pra vender.

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