sábado, 27 de setembro de 2008

RAIO X:ESCOLA COM SOTAQUE DO INTERIOR

Início do ano não é só novidade para os alunos, nãooooooooooo! Todo ano nossa escola tem o privilégio de conhecer gente nova: 2008 trouxe um “trio muito do dinâmico” e com um sotaque bastante especial, acentuado sobretudo nos “r” e um jeitinho meio cantado de falar.
Vocês já podem imaginar: me refiro aos novos professores ( não tão novos assim, visto que estamos praticamente no final do ano) PATRÍCIA - da cidade de Porto Ferreira, ADRIANA - da cidade de Cachoeira Paulista e o mais cobiçados dos professores – GUSTAVO – pra nós paulistas, da quase desconhecida cidade de Sarutaiá.

Eles participaram da matéria do RAIO X desta semana, confiram:


















foto: Adriana Gustavo e Patrícia

RAIO X:

Nome:
Patrícia Scarpa

Cidade:
Porto Ferreira

Profissão:
Professora de Física

Livro favorito:
A dança do universo – Marcos Gleiser

Filme:
Ninguém é perfeito

Trilha sonora da sua vida:
Músicas de Chico Buarque

Medo:
Do desconhecido

Era segredo:
Meu medo

O que trouxe de sua cidade?
Minha história

O que leva de São Paulo:
Todos que passaram por minha vida

Histórico de Leituras:
Agatha Christie, Mario Quintana e outros

O maior desafio do ser humano é...
Reconhecer sua ignorância total do universo.

Onde a Física encontra a leitura?
A Física é a leitura de tudo o que nos rodeia.



















Nome:
Adriana Andrade

Profissão:
Professora de História

Cidade:
Cachoeira Paulista

Livro favorito:
Egito – Olavo Leonel Ferreira

Filme:
A casa das sete mulheres (seriado)

Trilha sonora da sua vida:
Várias da MPB

Medo:
Altura

Era segredo:
Não tenho segredos

O que trouxe de sua cidade?
Trabalho

O que leva de São Paulo?
Amizades

Histórico de leituras:
A fazenda de café- Antônio Carlos Moraes

O maior desafio do ser humano é...
Ser feliz

Onde a História encontra a leitura?
A História, como qualquer outra disciplina,
Anda de mãos dadas com a leitura.


















Nome:
Gustavo Morales Alher
“Caipira com muito orgulho”

Profissão:
Professor de História

Cidade:
Sarutaiá

Livro favorito:
Olhai os lírios do campo- Erico Verissimo

Filme:
A vida é bela
Escola da vida

Trilha sonora da sua vida:
She – Charles Aznavour

Medo:
De tomar injeção

Era segredo:
Nunca mandei flores para nenhuma mulher,
Não que eu não seja romântico, na verdade,
Espero a mulher certa.

O que trouxe de sua cidade?
Felicidade, humildade e uma vontade enorme de
Aprender a cultura da cidade grande.

O que leva de São Paulo?
Amigos, carinho, alegria e conhecimento

Histórico de leituras:
10 leis para ser feliz
Quem ama educa
Agosto
Olhai os lírios do campo
E os da série Vaga-lume

O maior desafio do ser humano é...
Viver em harmonia consigo mesmo

Onde a História encontra a leitura?
Caminham juntas, sempre estabelecendo
Uma relação entre o passado e o presente,
E trazendo sonhos e viagens sem sair do lugar.

GALERIA HIST'S PARÓDIA II















Carol e Biana - 2ºE
Funk inspira a paródia
das garotas














Roberto, Adeildo e Josenaldo - 2ºE
"Negro tem seu lugar"
Paródia da música Déjà vu
Pitty














José Anderson e músico convidado
"Amistad"
Paródia da música Catedral
de Zélia Duncan














Thiago,João, Wellington e Galber
Paródia da música de Zezé de Camargo
e Luciano

sábado, 20 de setembro de 2008

Hits Paródia II - Capítulo 1

Puxa, há momentos que vale mesmo a pena ser professor..você vê seus alunos, o trabalho legal que eles fazem e diz:



- Essa turma é dez!!!!!!!!!!!!!

Foi o que aconteceu com o trabalho que fizemos sobre a poesia do século XIX e o estudo da obra de Castro Alves, que contou com informações referentes aos “Navios Negreiros” a partir de documentos históricos, o filme “Amistad”, para que termos uma noção mais clara do que foi a escravidão, a leitura do poema “Navio Negreiro” do mesmo autor e a música de mesmo nome na voz de Caetano Veloso. Ao final pedi aos alunos que criassem uma paródia de alguma música que eles gostassem, mas que inserissem a temática da escravidão e a luta de Castro Alves pela abolição.
O resultado foi fantástico!!!!!!!!!!!!!!De tal forma que resolvemos fazer uma noite especial de apresentações das paródias, com direito performance (encenação), acompanhamento de violão, guitarra e PASMEM!!!!!!!!!! Violino, seguido até de uma declaração de amor, pode? Na literatura tudo pode, vai dizer que não!!!!!!
Eis algumas fotos do evento e uma das paródias cantadas, nas próximas edições, postarei outras, aguardem, pois EH SHOWWWWWWWWWWWWWW!

















Meninas do 2º B: Performance e Paródia inspirada na Música de Raul Seixas:
Eu nasci há dez mil anos atrás. Virou "Eu cresci, entre muitos negros iguais"

















Navio Negreiro
Ritmo: Funk
Autores: Nicole, Silas, Ronaldo, Suellen, Silas 2º E

Aqui estamos, tentando rimar
Para essa triste história
Poder lhes contar...

Os escravos apanhavam
Até desmaiar,
E os que não agüentavam
Queriam se jogar (Refrão)

Dentro do Navio Negreiro
Pouca comida tinha
Água era raridade
E só uma vez por dia.

Os brancos adoravam
Os chicotear
Só assim saciavam
A sua sede de matar

Refrão

Até que um deles
Resolveu os enfrentar
Tomaram o navio
Mas não sabiam navegar
Se guiaram nas estrelas
Para poder se encontrar

Encontraram uns branquinhos
Bem dispostos a ajudar
E a partir daí
Sua história foi contar

Foi tirado da sua terra
Sem direito a palpitar
E o que ele mais queria
Era voltar pro seu lugar
E acabar com as injustiças
Que havia por lá.
Refrão (2x)



















A verdadeira história
Ritmo: Capítulo 4, versículo 3 – do grupo Racionais
Autores: Clécio, Adriano e Lyncoln

O preconceito é ruim
Tem em qualquer lugar
A verdadeira história vamos contar
A muito tempo atrás um povo guerreiro
Que muito lutou no navio negreiro
“La tinir de ferro, estalar de açoites”
Eram homens negros como a noite,
“Eram filhos do deserto, do nada”
Dormiam nos troncos, naquela senzala

Um batalhão de brancos com maldade nos olhos,
E aquele povo fazendo votos
Nunca perdendo a esperança e mantendo a fé
Vieram da áfrica, Angola e Guiné.

Na senzala era pura crueldade
A luz do fundo, era Castro Alves
Com seus poemas iluminava o caminho
Naquela luta, não estavam sozinhos
Muitos pensavam em fugir
Che Guevara negro, foi Zumbi
Zumbi dos Palmares, ele representou
Pela honra negra, ele lutou

Somos ancestrais de um passado recente
O preconceito hoje está presente
Viver em paz custa muito caro,
Somos nós, os verdadeiros escravos.























A tribo dos roqueiros: foto acima : alunos 2º B


















Alunos 2º E








O público

sábado, 13 de setembro de 2008

Sucessooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ufa!!!!!!!!Deu uma trabalheira!!!!!!!!!!!!!após aproximadamente um mês de ensaios, a peça "A farsa de Inês Pereira" estréia, com o grupo teatral composto por alunos do 2º A. Houve empenho de todos e depois de dois dias, digo duas noites de apresentações e muiiiiiito riso, a crítica aprovou.
O bordão "NÃO TEM BISCOITO", criado pela aluna Jéssica virou mania na escola e toda vez quando algo não vai bem ou alguém quer se livrar de outro - a frase sai automática: "NÃÃÃÃÃÃÃO TEM BISCOITO"!! Inês Pereira, vivida por Tamires ganha ares de uma interesseira que não se dá bem e Pero Marques, na figura do aluno Emerson é show e certeza de riso. O vilão, Brás da Mata, na verdade, Marcos Galvão é ameaçador, e a performance de bêbado foi tão perfeita que dificilmente alguém duvidaria do contrário. Isso sem falar do grupo de apoio: como dizem "pau pra toda obra" e demais atores : Ítalo (Gil Vicente) Edson (rei e oficial de justiça) os servos (Rafael, Williams e Ulielson e Aline)
Beijos queridos, você merecessem o sucesso....

Confiram as fotos:


























































































































































sábado, 6 de setembro de 2008

Amizade


Recados e Imagens - Fofas - Orkut





Poema do amigo aprendiz

Quero ser o teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo de acertar nossas distâncias.
(Fernando Pessoa)

Obs.: Na verdade, não sei de quem é autoria deste poema, alguns atribuem-no ao Pe.Zezinho, outros a Fernando Pessoa; contudo deixo-o aqui como inspiração e agradecimento a amizade verdadeira.

A arte é irmã da literatura

O papo hoje é sobre arte e literatura. Sabemos da importância da obra de Castro Alves não só pra literatura como também para sociedade. Numa época em que a escravidão era considerada a coisa mais normal do mundo, seus poemas denunciavam as atrocidades cometidas contra todo um povo. Falam muito do holocausto (a crueldade nazista cometida contra os judeus), choramos assistindo a filmes como o “Pianista”, “A lista de Schindler”, mas esquecemos com facilidades de crueldades semelhantes cometidas contra os negros, durante o período da escravidão.
Pra não esquecer disso, durante semanas vimos na beleza da obra de Castro Alves – Navio Negreiro – o grito
silencioso que ecoa aos nossos ouvidos. E arte é arte...por isso propus que tendo como base o poema do autor romântico do século XIX, compuséssemos paródias sobre a questão – Castro Alves e a escravidão – trabalho escravo diga não!
Vejam os primeiros trabalhos selecionados:
Desenho: Henrique 2ºC
Paródia: Racismo
Letra Thaís e Andressa 2º C
Melodia: “O que é caviar” Zeca Pagodinho

Veja agora o que é o racismo
Já ouvi, já sofri
Agora vou te falar (Refrão)

Geralmente
Quem sofreu disso
Tem a marca na vida
Não é qualquer um
Quem é esse
Que dança na noite
Com estalo do açoite
Sem fazer calundu

Mesmo assim
Com grande orquestra
Pra eles é festa
Eu não posso parar
O preconceito
Deixa de ser conceito
E o negro perfeito
É que vamos mostrar.

Navio Negreiro
Letra: Danielson, Janderson e Henrique
Melodia: Rap

Há muito tempo atrás
Na escravidão
Castro Alves apareceu
Pra dar voz ao povão
No Navio Negreiro
Sem idéia não
Várias pessoas
Numa má situação
Passavam fome
Passavam frio
As pessoas doentes
Eram jogadas do navio
A orquestra dos brancos
Não tinha graça
Riam sem parar
Daquela desgraça
Existe um povo
Que a bandeira emprestava
Que povo é esse
Que com nada se importava
O negro não tinha
Como se defender
Como objetos
Eram postos pra vender.