
Vou contar, sabe aqueles livros que emocionam a gente: você lê e nunca mais esquece?
Pois é, "O carteiro e o poeta" de Antonio Skarmeta, é um deles, tanto que até virou filme. Conta a história de Mário Jimenez, um homem simples que faz amizade com o grande escritor Pablo Neruda. Com o intuito de escrever uma carta (ele, o carteiro era quase analfabeto) para sua amada, Mário começa a se interessar por poesia e política. É célebre aquela passagem do livro em que o poeta fala a Mário sobre as metáforas. Homem simples que é, ele tem dificuldade no princípio mas depois domina a técnica. E...não vou contar o restante da história, só posso dizer que é lindoooooooooooooooo!
O ponto de intersecção entre esta belíssima história e meus alunos do 2º D, você compreenderão já.
O 2º D é uma sala composta em sua maioria por meninos, digo garotos (se eles me virem chamando de meninos, eles reclamam), muito barulhentos, mas muito criativos. É a sala do Rony, Clécio, Adriano, Fábio , Marcos, Brunos, Anderson, Lincoln ....falam demais e adoram ouvir música pelo celular. Na última quinta-feira, quando estive lá teria de falar a eles sobre a metáfora, como recurso estilístico, mas confesso: estou cansada desse negócio definições sem prática alguma. Resolvi dar uma de Pablo Neruda e fazer com que eles descobrissem as metáforas que usamos todos os dias e principalmente criar outras. No princípio eles riram quando pedi para que eles criassem metáforas para as mulheres: saíram com aquelas machistas que mulher é biscoto etc , etc etc. Mas depois captaram a essência da poesia na metáfora: o Anderson foi o primeiro, depois o Sérgio, depois o Rony, cada uma mais bela que a outra. Não vou escrevê-las aqui e agora porque, por incrível que pareça, a aula foi tão prazerosa que não deu tempo para anotá-las, criávamos uma após a outra e sorríamos com nossa criação assim como o Mário sorria ao descobrir a beleza da poesia. O sinal tocou, ninguém se lembrou da entrega das carteirinhas, ninguém se lembrou do relógio que seguia implacável. Absorvidos pela essência da poesia que naquele momento dominávamos, fomos os últimos a sair da escola. Eu e aqueles garotos de carteiros a poetas!
"A mulher é um tesouro perdido, difícil de ser encontrado, mas se achado, tem valor inestimável." Esta é a do Sérgio, que tirei de memória. Linda, não!
2 comentários:
Muito boa essa frase do Sergio, eles tem muito talento!^^
Mais uma indicação de livro, devia ter uma por semana se possivel!=D
Vera e alunos gostaria muito de ler as frases. Com este talento todo o Sergio conquistará a mulher amada.
abçs da professora Claudia Hardagh
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